terça-feira, janeiro 16, 2007 Artigo: Memória e Poder"A um observador atento da dinâmica micronacional, notará que a História desempenha um papel que é pouco reconhecido pelos praticantes da Micronacionalidade ou mesmo distorcido pelos leigos na arte da historiografia.
A princípio, emprega-se a História como um elemento que dará “legitimidade” à micronação, pois preencherá as lacunas temporais que darão sentido ao processo cujo fim é o tempo presente da micronação no instante de seu aparecimento. Logo, é um acessório à serviço da saga criada pelo Fundador ou Fundadores da nova nação simulada. O produto é geralmente engenhoso, possibilitando ao seu produtor a possibilidade única de inventar, distorcer e até mesmo estuprar os registros históricos oficiais, assumindo uma condição de “semi-deus” ao erguer ilhas onde antes havia apenas o mar aberto, criando guerras onde as conjunturas político-econômicas não eram propícias, ao aclamar um distante parente como descendente de uma dinastia cujo trono perdeu-se a tempos imemoriais.
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Mas há um outro uso que atiçou a curiosidade deste autor e o motivou à reflexão: a questão da Memória histórica na forma de um instrumento de poder ao nível micronacional. Em geral, o desenvolvimento do micronacionalismo e da micropatriologia é acompanhado pela imprensa na forma dos periódicos que selecionam e registram os eventos que tomam parte no cotidiano da micronação ou conjunto de micronações onde exercem a cobertura jornalística."
Artigo do ex-sinese Fernando Henrique Cardozo Silva - que lá adotava o pseudônimo Fernando De' Machiavelli. Historiador graduado e cursando pós-graduação na PUC-SP, Cardozo Silva tenta trazer a discussão que já ocorreu na historiografia, entre o velho paradigma narrativo-descritivo e um novo crítico analítico para a micropatriologia.
Editores Carlos Góes, 20, é brasileiro e pasárgado, micronacionalista desde 2005,
graduando em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília, tem experiência
micronacional em atuação chancelar e parlamentar, além de acadêmica como articulista
de periódicos, palestrante, escritor e Editor-em-Chefe da Revista
de Estudos em Micropatriologia.
Bruno Cava, 27, é brasileiro e reunião, micronacionalista desde 2000,
Engenheiro pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica e graduando em
Direito pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, foi responsável pelo lançamento
da Comunidade Livre de Pasárgada, micronação que rompeu com elementos do paradigma dominante
da Lusofonia, além de ser entusiasta de longa data de projetos de micropatriologia.