sexta-feira, abril 04, 2008
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boomp3.com
segunda-feira, maio 28, 2007
As duas revoluções
O micronacionalismo contemporâneo necessita de duas revoluções: uma teleológica e outra tecnológica.
A primeira, passa pela construção de um verdadeiro nacionalismo popular - ex partis populis - que, por meio da lenta lapidação de uma cultura comum - com doutrinas, normas de procedimento, artefatos, símbolos, métodos e costumes -, gere os laços imaginários de identidade nacional que faltam para dar razão ao fragmento -nacionalismo do [micro-]nacionalismo. Este é processo extremamente complexo, pois a construção de vínculos nacionais interpessoais leva algum tempo e, ademais, o aspecto voluntarista do nacionalismo em miniatura contribui para tornar estes laços mais fracos.
Quais são os modos de fazer isto? Governos não produzem cultura. Podem, ao máximo promover uma homogeneização cultural (v. GUIBERNAU, MONSERRAT, Nacionalismos.). É exemplo disso a escolha do Império Austro-Húngaro pela germanização em detrimento do seu multiculturalismo germânico-magiar.
Esta homogeneização é exemplo de nacionalismo oficial, e não popular. O "benchmark" que temos de nacionalismo oficial em escala reduzida é Reunião. Nela, Cláudio de Castro, utilizando-se das tradições de 10 anos de micronacionalismo define o que é o "way of life" reunião e o que está fora dele. Esta lógica foi aplicada por diversos governos na história, em especial nos absolutos/ditatoriais (vide Sião e Estados da Indochina), mas também nos democráticos (vide o massacre dos nativos da América do Norte pelos Estados Unidos) - desde que, nestes últimos, haja significativa distância entre o grupo dominante e a massa popular.
O nacionalismo popular, entretanto, é de muito mais difícil realização - em especial no modo em que se dá o micronacionalismo atual. Para que este aconteça é necessário que a própria sociedade alimente o espírito de pertencimento e identidade nacionais, para que o vínculo de nacionalidade seja muito mais que uma escolha ordinária entre camisetas amarelas ou vermelhas, se tornando algo profundo - cujo rompimento não seja simples. Das relações sociais entre os indivíduos emergirá a idéia de nação e, naturalmente, a força do vínculo nacional será diretamente proporcional ao direcionamento das relações sociais ao reforço do sentimento nacional.
Afora isso, para que os micronacionalistas consigam compreender melhor as relações sociais, são necessárias novas ferramentas de comunicação. Muito embora a comunicação escrita tradicional do micronacionalismo transmita relações sociais, é fato que estas não se limitam a isso. As cores, imagens, cheiros, sons, movimentos e emoções formam aspectos intangíveis das relações sociais. Em outra palavras, é muito mais fácil perceber alguém você conversa por vídeo-conferência como um indivíduo real que tem relações sociais com você do que um remetente de e-mails que você não conhece.
Esta é a segunda revolução necessária: a tecnológica. Ela vive em função da primeira, tendo como objetivo reforçar a interpretação teleológica do projeto micronacional como sendo um projeto real de nação. As novas tecnologias ora disponíveis para utilização online têm como um ponto: a interatividade. E é na interação que reside o ponto nevrálgico das relações sociais. Sem aquela estas não podem existir.
Redes de relacionamento, wikis, vídeos, podcasts/blogs, fotos, áudio e vídeo-conferências. O desafio é conseguir agrupar todos estes elementos em um único recinto e trazer racionalidade em seus usos para o micronacionalismo. Tendo estes elementos como foco, deslocaremos o eixo da interação micronacional da emulação às relações político-sociais.
No lugar de palácios imaginários, fotos de nosso dia-a-dia pessoal. Ao invés de dizer "o que Hitler fez não importa no micronacionalismo", o aproveitamento de toda a nossa carga intelectual e emocional em nossa prática micronacional. Podem pensar: ora, mas as pessoas terão "medo" de fazê-lo, de se expor. Ora, mas as mesmas já não o fazem hoje? Orkut, Flickr, Blogger, Skype, YouTube estão aí para nos provar isso. A tal "web 2.0". Se as micronações passarem a se apresentar desta forma desde sua gênese, os novatos não terão problema em se adaptar - pois não estarão submersos nos velhos dogmas que habitam a Lusofonia.
sexta-feira, maio 18, 2007
O Quinto Mundo e o Novo Micronacionalismo
Talvez uma dos grandes problemas da Lusofonia seja o fato dela ser praticamente um vaso hermeticamente fechado. Salvo em algumas inflexões nesta tendência - como os remotos avanços ruma à extra-lusofonia de Porto Claro, Reunião e, mais recentemente, na gênese de Pasárgada -, as micronações de língua portuguesa acabam por relacionarem-se basicamente entre si. Quais foram os reflexos disto?
Por uma parte, foi positivo o fato de ser criado um certo padrões de regras, normas, modos de procedimento que caracterizaram a Lusofonia como sociedade intermicronacional (ver GÓES & GARCIA, Relações Intermicronacionais: Conceitos. Maurício: FTS, 2006). Isso significa que as micronações que se aglutinam em volta do português não só passaram a agir como parte de um todo, mas a criar padrões de procedimento que denotam uma certa "unidade cultural". Por outro lado, a inexistência de um contato mais profundo com modos de ver o micronacionalismo acabou por estagnar a corrente dominante. É fato que a existência de uma dialética que opõe teses ajuda o surgimento de uma conceituação mais refinada [tese x antítese = síntese = nova tese; nova tese x nova antítese = nova síntese].
Seria importante o contato com alguns modelos distintos de se ver a prática nacional em escala reduzida. Aquele que me chama muito a atenção é um que pouco foi explorado pelos micropatriólogos de lingua portuguesa: o Quinto Mundo. Um dos que se aventurou neste caminho foi Bruno Cava, que já citava, há alguns anos sobre o mesmo (ver CAVA, Micronacionalismo Lato Sensu. Maurício: FTS, 2006).
Do que consiste o Quinto Mundo. Em sua auto-definição, encontrada no "Portal do Quinto Mundo" (http://5world.net/), o Quinto Mundo consiste de "pequenas nações e minorias ao redor do mundo que não têm representação nas organizações internacionais como as Nações Unidas (ONU) ou a Organização das Nações e Povos Não-Representados (UNPO)". Deste modo, o Quinto Mundo não vê suas nações associadas como
distintas daquelas que têm reconhecimento pelas Nações Unidas, ou mesmo pela UNPO. Ao contrário, simplesmente entendem que a dinâmica de poder vigente no cenário internacional, dominado pelos chamados "Estados Nacionais", não lhes garante reconhecimento.
Ademais, de acordo com um conceito jurídico gerado pelo Quinto Mundo, o
Jus celebri electroni, o exercício nacional que se utiliza da web não está sobre jurisdição de qualquer Estado Nacional. Isto, pois "de acordo com o Artigo 1º da Convenção de Montevideo, um Estado só o é se tiver um território. Estados não territoriais ou virtuaisnão são verdadeiros Estados de acordo com esta Convenção. Já que os Estados não-territoriais não são Estados verdadeiros de acordo com o Direito Internacional [...] computadores, servidores e redes de informática como a Internet não são jurisdição legal do Estado Nacional, inclusive seu poder de regulação e taxação" (ver http://jce.5world.net/).
Nesse sentido, vemos o exercício nacional como algo descolado do Estado Nacional em que seus membros se encontram. Isso se torna claro mesmo se analisarmos as nações que coincidem com Estados membros das Nações Unidas. Se existem portugueses que vivem no Brasil, no Reino Unido, na Bélgica e no Japão, não são eles, ainda assim, membros da nação portuguesa?
A mesma analogia pode ser feita com as micronações. Não importa estarem cidadãos pasárgados em Portugal, Estados Unidos e Brasil. A distância entre os membros da nação não importa para o exercício da nacionalidade, pois o conceito de nação, diferentemente do de Estado, não está ligado a um território.
Do mesmo modo, pouco importa se temos também a nacionalidade brasileira, peruana ou suíça. Nacionalidade é um conceito jurídico. À época do Império Austro-Húngaro, austríacos e magiares tinham o mesmo status jurídico, o mesmo passaporte e os mesmo direitos. Ainda assim, faziam parte de nações diferentes. Afora isso, o senso de pertencimento a várias nações pode ser verdadeiro. Não necessariamente um filho de italiano nascido no Brasil deixa de se sentir como parte da nação italiana. É por isso que podemos ser brasileiros e porto-clarenses, peruanos e pasárgados, portugueses e reuniãos.
sexta-feira, abril 13, 2007
Mais um livro lançado! Grandes Pensadores: Felipe Aron.

Mais uma vez, este Portal têm o prazer de anunciar, juntamente com a
Fundação Teobaldo Sales, o lançamento de mais uma obra dedicada ao estudo do fenômeno micronacional. Desde novembro, data de lançamento deste Portal, já foram lançados cinco obras de micropatriologia, todas editadas pela FTS. Uma coisa bastante gratificante é ver a assiduidade de acessos que este Portal tem registrado, com uma média de 40-50 visitas diárias.
Para que possamos gerar a interatividade e sentir como nosso trabalho está sendo percebido pelo público micronacional lusófono, estimulamos aos leitores que comentem este blog, como instrumento de "feedback".
O lançamento de hoje faz parte da série
GRANDES PENSADORES. Foi compilada uma série de textos do pasárgado e socialista histórico
FELIPE ARON, que tem uma história importante por ter editado o Pravda, entre outros periódicos micronacionais.
Foi um imenso prazer para mim poder organizar e comentar este livro - que será uma supresa para o próprio Felipe que, apesar de saber do livro, não sabe quais textos foram selecionados nem teve acesso prévio à versão final.
Para baixar o livro na íntegra, em Adobe PDF,
clique aqui.Para mais obras e detalhes sobre este livro, consulte nossa
seção de livros.
SEGUIMENTO DA SÉRIE
Sabendo da importância desta série, desejamos dar proseguimento a mesma. Temos como objetivo compilar a obra de três autores. Dois lusófonos: o importante Pedro Aguiar e o ex-marajoara Bruno Crasnek. Ademais, já está em curso a tradução de alguns textos de Peter Ravn Rasmussen, Príncipe da Corvínia e importante micropatriólogo em língua inglesa. Aguarde e confira.
quarta-feira, abril 11, 2007
Lançamento de série GRANDES PENSADORES, com livro de Bruno Cava

A
Fundação Teobaldo Sales e este Portal têm o prazer de anunciar o lançamento da série de livros
GRANDES PENSADORES, que trata-se de uma série de livros que trazem uma compilação de textos importantes nos mais influentes micropatriólogos lusófonos. Para o livro de estréia, para representar o marco desta série, ninguém melhor do que o onipresente
BRUNO CAVA. Esta edição com textos de Bruno Cava foi organizada por McMillan Hunt, membro notório de nossa equipe. Ademais, os textos receberam comentários meus e do McMillan. Confira!
SOBRE A SÉRIE GRANDES PENSADORES
O objetivo desta série é compilar textos importantes dos maiores micropatriólogos da Lusofonia, de modo que sejam criados marcos teóricos acessíveis aos interessados nos estudos sobre o fenômeno do micronacionalismo. Anteriormente, somente a longa pesquisa nos arquivos das listas nacionais e intermicronacionais dava acesso a estes textos, algo que poderá ser revertido por esta série. Reúnem-se aqui parte da obra do autor, distribuída em artigos de periódicos ou mesmo discursos notórios em parlamentos ou listas nacionais. Para baixar o livro na íntegra, em Adobe PDF,
clique aqui.
Para mais obras e detalhes sobre este livro, consulte nossa
seção de livros.
PRÓXIMOS LANÇAMENTOSDentro desta mesma série, dois outros autores já foram contactados para a seqüência. São pessoas de importância histórica e relevância teórica para a Lusofonia. Trata-se, primeiramente do pasárgado
Felipe Aron e do marajoara histórico
Bruno Crasnek. Fique ligado e acompanhe este Portal para futuros lançamentos.
domingo, abril 08, 2007
Lançamento de livro: RELAÇÕES INTERMICRONACIONAIS - Livro Um: Conceitos

A
Fundação Teobaldo Sales e este Portal têm o prazer de anunciar o lançamento do livro
RELAÇÕES INTERMICRONACIONAIS - Livro Um: Conceitos de autoria deste que vos fala e de Raphael Garcia. Tive o prazer de ter meu livro prefaciado por meu amigo e micropatriólogo de destaque, Filipe Sales. Espero que possa ser de alguma valia a todos os leitores mais assíduos deste blog, bem como à Lusofonia em geral.
Sinopse. O primeiro livro de uma série, esta obra inicia o debate sobre tema presente, embora difuso, dentro do micronacionalismo: o estudo científico das relações intermicronacionais. Este primeiro volume se dedica a trazer à micropatriologia conceitos existentes na Teoria das Relações Internacionais, na Teoria das Organizações Internacionais, na Ciência Política e na Teoria Geral do Estado, bem como tornar teóricas algumas visões já empiricamente aceitas dentro do micronacionalismo. É interessantes para aqueles que tem interesse no estudo das relações intermicronacionais como um todo - não se resumindo às relações entre as micronações -, e para os entusiastas em micropatriologia em geral, por trazer à luz da teoria, alguns conceitos como, e.g., o das Fonias ou das Organizações Intermicronacionais.Para baixar o livro na íntegra, em Adobe PDF,
clique aqui.
Para mais obras e detalhes sobre este livro, consulte nossa
seção de livros.
sábado, março 31, 2007
"Um pequeno mas forte oásis...
...no deserto lusófono".
Foi assim que defini o projeto de Marisa Kazama, atual reitora da Universidade Comunitária Micronacional - de
Pasárgada -, ao anunciar um
ciclo de palestras. A própria Kazama enfatizou que o projeto visa relembrar os velhos tempos da UniCL.
Nos dizeres da Reitora:
O tema será "Os Desafios da Gestão Pública Micronacional". Para facilitar o trabalho de todos, pensei em alguns assuntos a serem abordados:
- Monarquias ou Repúblicas: diferentes políticas de incentivo à atividade
- Atividade de qualidade: desafio nas micronações
- Micronacionalismo em crise de criatividade?
- Gestão de projetos micronacionais
- Coordenação da equipe ministerial
- Universidades micronacionais
- Partidos políticos micronacionais
É um desafio, mas uma idéia e tanto. Apesar de, isoladamente, as micronações lusófonas estarem apagadas, ainda detêm - quando observadas em conjunto - um forte potencial intelectual-científico. Em poucas linhas, lembraremos de Felipe Aron, Bruno Crasnek, Filipe D'Feitos, Bruno Cava, Filipe Sales,
et coetera. É um time respeitável.
Espero que o evento tenha o total sucesso. Desde já, conta com o apoio deste portal.
quinta-feira, março 01, 2007
B. Anderson no micronacionalismo
Benedict Anderson, sociólogo de nacionalidade britânica - a despeito de ter nascido em solo chinês - é expoente nos estudos de nacionalismo. Seu livro
Comunidades Imaginadas posa, ao lado de
Nations Before Nationalism (1982), de JA Armstrong e
Nações e Nacionalismos desde 1788 (1990), de Eric Hobsbawm, como um dos marcos no estudo da matéria.
A base do estudo de Anderson repousa em sua definição para nação: "uma comunidade política imaginada - e que é imaginada ao mesmo tempo como limitada e soberana". Limitada pois aí reside aí diferença entre o compatriota e o estrangeiro. Soberania que se reflete no "direito de autodeterminação dos povos".
O que aqui nos interessa é a idéia de que a nação não é algo existente ex nihilo, mas algo construído sociologicamente, por meio da mídia e das relações sociais. Em última instância, uma nação só existiria "nas mentes e nos corações de seus cidadãos".
Qual é a razão de um presidente ser reconhecido como tal? Legalidade ou legitimidade, qualquer das situações passa, no mínimo, pela aqüiescência dos membros de sua nação. Os reis da França absolutista o eram pois conseguiam, seja por meio da força ou pela "legitimidade divina", fazer com que seus súditos os vissem como tal.
De tal feita, o micronacionalismo não difere, em substância, da qualquer outra experiência nacional. Sendo em miniatura, sua diferença é em escala. Um Chanceler, Presidente ou Imperador é visto como tal "nas mentes e nos corações de seus cidadãos". Estes títulos não são
simulados, são tão válidos quanto o de Presidente do Brasil ou Rainha da Inglaterra. A diferença está na amplitude de seu reconhecimento.
Enquanto quase todo o globo reconhece Elizabeth II como Rainha da Inglaterra, somente os micronacionalistas reconhecem Cláudio I como Imperador de Reunião. Novamente, diferença de escala, não em substância.
Um exemplo factual que mostram escalas de reconhecimento diferentes pode ser visto quando da Revolução Chinesa. Quando Mao Tsé-Tung marchou sobre Pequim e se tornou
de facto o líder da China, Chiang Kai-Shek declarou um "governo no exílio" instaurado em Formosa, mas reivindicando soberania sobre toda a China continental. Enquanto Mao era reconhecido pelos países do bloco soviético, os ocidentais ainda reconheciam Taipé como sede provisória de governo. Até 1971, foi o "governo no exílio" da República da China que ocupou o assento permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Esses conflitos mostram que não existia título "mais válido" que outro. Existe
escala de reconhecimento, tudo relativo. E isso corrobora com a identidade entre o micronacionalismo - como experiência nacional em miniatura - com as experiências nacionais extra-micronacionais. Corrobora para mostrar que a diferença é de escala, não de substância.
terça-feira, janeiro 16, 2007
Artigo: Memória e Poder
"A um observador atento da dinâmica micronacional, notará que a História desempenha um papel que é pouco reconhecido pelos praticantes da Micronacionalidade ou mesmo distorcido pelos leigos na arte da historiografia. A princípio, emprega-se a História como um elemento que dará “legitimidade” à micronação, pois preencherá as lacunas temporais que darão sentido ao processo cujo fim é o tempo presente da micronação no instante de seu aparecimento. Logo, é um acessório à serviço da saga criada pelo Fundador ou Fundadores da nova nação simulada. O produto é geralmente engenhoso, possibilitando ao seu produtor a possibilidade única de inventar, distorcer e até mesmo estuprar os registros históricos oficiais, assumindo uma condição de “semi-deus” ao erguer ilhas onde antes havia apenas o mar aberto, criando guerras onde as conjunturas político-econômicas não eram propícias, ao aclamar um distante parente como descendente de uma dinastia cujo trono perdeu-se a tempos imemoriais.
[...]
Mas há um outro uso que atiçou a curiosidade deste autor e o motivou à reflexão: a questão da Memória histórica na forma de um instrumento de poder ao nível micronacional. Em geral, o desenvolvimento do micronacionalismo e da micropatriologia é acompanhado pela imprensa na forma dos periódicos que selecionam e registram os eventos que tomam parte no cotidiano da micronação ou conjunto de micronações onde exercem a cobertura jornalística."
Artigo do ex-sinese Fernando Henrique Cardozo Silva - que lá adotava o pseudônimo Fernando De' Machiavelli. Historiador graduado e cursando pós-graduação na PUC-SP, Cardozo Silva tenta trazer a discussão que já ocorreu na historiografia, entre o velho paradigma narrativo-descritivo e um novo crítico analítico para a micropatriologia.
Para ler o artigo completo, clique aqui.
quarta-feira, dezembro 20, 2006
Vídeo de Natal em Reunião
Fugindo um pouco da seriedade acadêmica do blog, fica este vídeo, que fiz para a comemoração do Natal em Reunião. Ficam as risadas e os trocadilhos.
Feliz Natal!
sexta-feira, dezembro 08, 2006
Ação e Reação
Newton já nos avisava, lá pelas idas de 1687, que
actioni contrariam semper et aequalem esse reactionem: a toda ação há sempre oposta uma reação igual. O Moderador reunião fez uma escolha ao montar sua nova Chancelaria: escolheu para seu comando o controverso Rodrigo Rocha - a ação.
Apesar de saber que a sociedade não se resume a cálculos matemáticos e admitindo, como afirma Gilberto Sarfati, que "Deus deu, na verdade, os problemas fáceis à física", o princípio newtoniano é em geral apenas
parcialmente válido no mundo social. Mas essa parcial, em termos simples, é utilizado pela própria teoria do caos, ao inferir que a ação e um age em um efeito dominó a todos os outros.
A ação do Moderador e a atual forma de organização da Chancelaria Imperial, bem como a pobre condução de uma tentativa de "política externa" demonstra o descaso que tem se dado às relações intermicronacionais em Reunião. Além de mau visto no exterior, o Chanceler enfreta várias oposições internas. Ademais, ainda não teve êxito em montar uma equipe técnica que amezine, por uma parte, essa imagem ruim da pessoa do Chanceler, e, por outra, a distância do Chanceler do conhecimento acadêmico de política internacional e direito internacional público.
A reação a esta ação, diferentemente da idêntica e oposta de Newton, pode variar. Pode ser simplesmente um período negro e esquecido na história reuniã. Pode ser, entretanto, que a ação de escolha da atual gestão - como e.g. na pífia e caricata atuação junto a Porto Claro -, destrua reações anteriores, a soma do trabalho de Fioravantis, Sales e Carvalhos...
Só o decantamento dos fatos pela história poderá dar a resposta.
quinta-feira, dezembro 07, 2006
Artigo: A necessidade de uma escolha
"
O micronacionalismo em língua portuguesa hoje se defronta com uma bifurcação – com a necessidade de uma escolha. Qual seria, portanto, esta questão ora posta frente ao sistema fonético lusófono?
Poderia ser dito, que tal escolha seria entre o antigo e novo, entre um paradigma tradicional e uma nova perspectiva de micronacionalismo. Cláudio de Castro uma vez disse, durante a última crise reuniã, que o micronacionalismo não teria mudado, nós – os agentes no microcosmos, é que mudamos –, pois já não seriamos mais, em sua maioria, garotos de 15 anos querendo uma forma de diversão online.
Vemos cá um descompasso. A sociedade micronacional evoluiu, considerando o grau de preparação técnica-intelectual de seus agentes. Por outra parte, seus modi operandi continuam, grosso modo, idênticos. O pouco, o ordinário, aquilo que satisfazia há oito anos, ainda satisfaz.
[...]
Como toda evolução, isso não significa que aquilo que é passado deve ir para a lata de lixo. Sempre existirão jovens de 15 anos que poderão evoluir partindo dos mesmos níveis que temos. A questão é dar oportunidades de evolução tanto aos novatos quanto aos mais experientes.
[...]"
Artigo meu, discute algo muito comentado porém pouco argumentado no micronacionalismo em lingua portuguesa: o que deve ser do micronacionalismo, já que nós - ou muitos de nós - estamos mais experientes e maduros? Como fazê-lo fugindo do positivismo excludente entre os
bons [sérios] e
ruins?
Para ler o artigo completo,
clique aqui.
sexta-feira, dezembro 01, 2006
Novo membro: McMillan Hunt
Anunciamos como novo membro de nossa equipe McMillan Hunt, que já passou, como diplomata ou cidadão, por Westerland, Sofia, Reunião, Império de Racktidan, Estação Espacial Babylon 5, Marajó, República de Havana, República de Porto Claro, Sereníssimo Reino de Aquitânia, Império Ultramarino de Sinon e Pasárgada.
Hunt tem artigos e livros publicados, que serão disponibilizados neste portal. Ademais, o mesmo vai também postar como todos neste blog.
quinta-feira, novembro 30, 2006
Artigo: Contrato Social da Polis Virtual, de Filipe Sales
"[...] Embora a maior parte da sociologia moderna seja aplicada, de forma íntegra, ao comportamento dos homens no ambiente virtual da internet que escolhemos como palco de atuação do micronacionalismo, é necessário apontar uma característica fundamental e peculiar de nossa atuação neste meio: a distancia real que interiorizamos ao lidar com os demais presentes nesta atividade.
Ainda que o contato diário, por vezes quase permanente, seja real e eficaz, a distância espacial e real com a qual lidamos constantemente acaba por ocasionar um enfraquecimento de nossas responsabilidades enquanto sustentadores do mínimo de civilidade presente no micronacionalismo.
Não é por acaso que as sociedades lusófonas vivem, permanentemente, em pleno conflito entre seus participantes. Diferente das sociedades anglófonas, em que, na maioria das vezes, o contato é mais real do que virtual, nas micronações do bloco lingüístico português, o contato é quase totalmente virtual.
O resultado evidente, baseado na mais simples das análises, é a distância do tratamento e, como conseqüência, o baixo senso de dever moral em tratar com os demais da forma que, moralmente, seriamos obrigados a tratar
[...]".Filipe Sales discorre sobre as idéias contratualistas aplicadas ao micronacionalismo, buscando similitudes e diferenças entre as idéias postas pelos filósofos políticos modernos e da antiguidade da realidade macronacional e sua comparação com o mundico.
Para ler o artigo completo
clique aqui.
quarta-feira, novembro 29, 2006
Boa nova novidade...
Participei ontem da primeira mesa redonda micronacional que tenho notícia, realizada pela
Rádio Reunião. A novidade se tornou possível pela expansão da banda larga e assim utilização da ferramenta
Skype com conferências online.
Para discutir as relações intermicronacionais de Reunião, foram convidados eu e Filipe Chapchap, ambos ex-Chanceleres. Pessoalmente, além de achar interessantíssimo a nova forma de interação micronacional que não se obste às tradicionais de listas de mensagem, penso que o dinamismo da voz pode atrair ainda mais gente para a prática micronacional.
Para conferir os três blocos da entrevista,
clique aqui.